E G# A Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice F#7 E/B B7 E Pai, afasta de mim esse cálice de vinho tinto de sangue C#m C#m7M C#m7 F#7/C# Como beber dessa bebida amarga, tragar a dor, engolir a labuta A7M F#7/C# B7/6 B7/5+ E Mesmo calada a boca resta o peito, silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa, melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta, tanta mentira, tanta força bruta C#m C5M E/B F#/A# Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano A7M F#/A# B7/6 B7/5+ E Quero lançar um grito desumano que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa, atordoado eu permaneço atento Na arquibancada, prá qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a porca já não anda, de muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta, essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo, de que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca dos bêbados do centro da cidade