D C Mas eu vi acenar para mim o homem na lua a bocejar. E sim, ele estava tão feliz... morto e tão feliz... E eu limpei os meus olhos destas aranhas sem pernas e acendi cigarros e estopins. C D F Vou voltar "a" meia-noite só pra ver voltar. 2X Minhas mãos cansaram de esmurrar o vidro quando te via escovar suas três fileiras de dentes (e estive preso no espelho por tanto tempo que nem sei bem, e mais cem anos, seis meses, três dias, tudo bem... tanto faz). D C Aprendi amar teu sorriso como se aprende a amar quem sempre diz que no final todos tem a justiça e o sentido e todos são amigos. Quem diria "eu amigo"... Quem diria... eu sei... C D F Vou voar agora que me destes asas. D C Devoro exércitos, devoro exércitos, canto para os pássaros, corro nos desertos, nem a vontade de mil conselhos pode me deter. Devoro exércitos, devoro exércitos, o sangue negro feito petróleo da boca escorre e me deixa mais forte. Nem São Jorge irá te proteger. C D F Vou chegar as crateras da lua e me tornar um deus.